Só se ama incondicionalmente quando se perde a razão. Se amassemos com a nossa inteligência, ninguém seria burro o suficiente para se deixar levar pelas emoções.
Tens razão numa das coisas, Felino: se o amor nascesse na cabeça estávamos todos bem tramados. Mas acho que aqui não falava da intelectualização do amor, falava de determinismos que se colam à nós sem sabermos bem como foram lá parar :-)
Se o amor nascesse na nossa cabeça era uma equação matemática. Seja intelectualização ou determinismo, nada disso define um sentimento. Um sentimento não se repete porque nós não nos repetimos, nós evoluímos constantemente, mesmo que não queiramos, porque se tivermos a mesma experiência hoje e amanhã, amanhã já não vamos sentir o mesmo que sentimos hoje em relação a essa experiência. E são as experiências que nos transformam. Aquilo que é inebriante agora (uma paixão arrebatadora) já não vai ser igual a uma paixão arrebatadora que surja amanhã, porque o nosso corpo já tem a memória da primeira paixão e não irá reagir da mesma forma. Na nossa cabeça é que pensamos que uma paixão é uma paixão, que um amor é um amor, que um sentimento é um significado no dicionário. Um amante que ama incondicionalmente não pensa porque ama, no que é o amor ou no que os filósofos e os psicólogos definem como amor. Simplesmente ama. E esse amor terá apenas uma semelhança com o próximo amor: uma sensação arrebatadora. De resto, tudo será diferente, porque esse amante já evoluiu emocionalmente e o seu corpo já não vai reagir como da primeira vez. O que é o amor? Essa é a questão para a qual todos temos uma resposta, mas será que conseguimos transformar em palavras ou em fórmulas matemáticas o maior eufemismo da humanidade? Neste momento, eu já não sou a pessoa que escreveu "Se o amor...". ;)
Felino, Sei pouco sobre o amor. Essa é, aliás, uma das grandes vantagens do meu coração. Acredito piamente que não se volta ao sítio de onde se partiu - o que se sente hoje é invariavelmente diferente do que se sentiu ontem porque não nos sabemos fazer tábuas-rasas. Concordo em absoluto contigo. Só discordo da ideia de "demasiado inteligente para ser amante", um determinismo que um dia se colou à minha pele e teimo em não aceitar - chama-lhe teimosia, mau feitio ou incurável romantismo. Chama-lhe o que quiseres. Menos isso ;-)
Disse-te isso porque estavas a tentar racionalizar sobre o irracionalizável para chegares a um arquétipo. Era o único arquétipo que não precisava de palavras... Na vida real, o amor tem infinitas condições (aqui sim, infinitas, ponto final). Há quem ame através de palavras e há quem ame através de fórmulas matemáticas. Só temos de encontrar quem nos leia ou quem nos resolva. ;) E não te deixes abater por determinismos, porque por muito determinada que sejas, nada está determinado. :)
Na realidade o arquétipo do amante está ligado, mais do que ao amor - esse grande eufemismo - à procura da intimidade, da sensualidade, do erotismo e da sedução. É o arquétipo da busca do prazer, do deleite - uma pele algo difícil de vestir em público :-) Por isso, nesse aspecto, concordo contigo - não tem a ver com palavras ou equações matemáticas. Não é incondicional, reveste-se das mais variadas formas de condições - e aí sim, também é preciso que se encontre quem nos leia e resolva. Porque há muitas formas de sensualidade e de intimidade. E não Felino, não me deixo "abater" por determinismos, mas há coisas que não têm como não nos fazer pensar. E isso não tem nada de mal :-)
Só se ama incondicionalmente quando se perde a razão.
ResponderEliminarSe amassemos com a nossa inteligência, ninguém seria burro o suficiente para se deixar levar pelas emoções.
Tens razão numa das coisas, Felino: se o amor nascesse na cabeça estávamos todos bem tramados.
ResponderEliminarMas acho que aqui não falava da intelectualização do amor, falava de determinismos que se colam à nós sem sabermos bem como foram lá parar :-)
Se o amor nascesse na nossa cabeça era uma equação matemática.
ResponderEliminarSeja intelectualização ou determinismo, nada disso define um sentimento. Um sentimento não se repete porque nós não nos repetimos, nós evoluímos constantemente, mesmo que não queiramos, porque se tivermos a mesma experiência hoje e amanhã, amanhã já não vamos sentir o mesmo que sentimos hoje em relação a essa experiência. E são as experiências que nos transformam. Aquilo que é inebriante agora (uma paixão arrebatadora) já não vai ser igual a uma paixão arrebatadora que surja amanhã, porque o nosso corpo já tem a memória da primeira paixão e não irá reagir da mesma forma. Na nossa cabeça é que pensamos que uma paixão é uma paixão, que um amor é um amor, que um sentimento é um significado no dicionário. Um amante que ama incondicionalmente não pensa porque ama, no que é o amor ou no que os filósofos e os psicólogos definem como amor. Simplesmente ama. E esse amor terá apenas uma semelhança com o próximo amor: uma sensação arrebatadora. De resto, tudo será diferente, porque esse amante já evoluiu emocionalmente e o seu corpo já não vai reagir como da primeira vez. O que é o amor? Essa é a questão para a qual todos temos uma resposta, mas será que conseguimos transformar em palavras ou em fórmulas matemáticas o maior eufemismo da humanidade? Neste momento, eu já não sou a pessoa que escreveu "Se o amor...". ;)
Felino,
ResponderEliminarSei pouco sobre o amor. Essa é, aliás, uma das grandes vantagens do meu coração. Acredito piamente que não se volta ao sítio de onde se partiu - o que se sente hoje é invariavelmente diferente do que se sentiu ontem porque não nos sabemos fazer tábuas-rasas. Concordo em absoluto contigo.
Só discordo da ideia de "demasiado inteligente para ser amante", um determinismo que um dia se colou à minha pele e teimo em não aceitar - chama-lhe teimosia, mau feitio ou incurável romantismo. Chama-lhe o que quiseres. Menos isso ;-)
Disse-te isso porque estavas a tentar racionalizar sobre o irracionalizável para chegares a um arquétipo. Era o único arquétipo que não precisava de palavras...
ResponderEliminarNa vida real, o amor tem infinitas condições (aqui sim, infinitas, ponto final). Há quem ame através de palavras e há quem ame através de fórmulas matemáticas. Só temos de encontrar quem nos leia ou quem nos resolva. ;)
E não te deixes abater por determinismos, porque por muito determinada que sejas, nada está determinado. :)
Na realidade o arquétipo do amante está ligado, mais do que ao amor - esse grande eufemismo - à procura da intimidade, da sensualidade, do erotismo e da sedução. É o arquétipo da busca do prazer, do deleite - uma pele algo difícil de vestir em público :-) Por isso, nesse aspecto, concordo contigo - não tem a ver com palavras ou equações matemáticas. Não é incondicional, reveste-se das mais variadas formas de condições - e aí sim, também é preciso que se encontre quem nos leia e resolva. Porque há muitas formas de sensualidade e de intimidade.
ResponderEliminarE não Felino, não me deixo "abater" por determinismos, mas há coisas que não têm como não nos fazer pensar. E isso não tem nada de mal :-)
Na realidade... bem, parece que na realidade estamos em sintonia. ;)
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