28 de dezembro de 2009

Tudo-muito-aqui-e-agora-para-sempre.

Dei por mim a pensar que há alguns anos (mais do que os aceitáveis) achava sempre que aquela vez ia ser única, irrepetível, maior, inteira, tudo-muito-para-sempre, e-ai-que-me-morro-para-aqui-se-te-vais-embora. Era tudo para sempre, eram só primeiras vezes, e por serem primeiras eram últimas. Era tudo do mais, do maior, do gigante, do absurdo-a-transbordar. Depois cresci e embruteci (talvez mais do que o aceitável) e descobri que atrás de uma vem outra. E outra. E outra. E mais uma, que agora até me apetece. E ainda outra, porque se calhar é por aqui. Isto até parece maduro e, de alguma forma, cool, sem dramas, sem ilusões. É uma coisa de adultos, de gente grande. É uma coisa de pragmáticos, de gente inteligente que não se ilude. É uma coisa de gente que sabe o que quer e não vai ser apanhada na curva, que sabe ao que vai.
Who are we kidding? O que nós queríamos mesmo mesmo era ser ainda capazes de acreditar que aquela vez é a única, maior, inteira, tudo-muito-para-sempre. De uma forma nada cool, muito adolescente.

4 comentários:

  1. crescer é mesmo uma chatice, não tem piada e quase deixamos de acreditar... let's stay young, si? estou contigo jo, bora fazer casinhas em lego!

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  2. Sabes que eu tenho um fraquinho por bonecos :-) E legos então...

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