28 de dezembro de 2009

38 minutos.

A guerra mais curta da história da humanidade foi travada a 27 de Agosto de 1896 entre o Reino Unido e Zanzibar. Durou 38 minutos.

A história é simples: morreu o sultão de Zanzibar, amigo dos ingleses. A sucessão foi feita por um outro sultão, não tão amigo dos ingleses. Havia um terceiro sultão, esse sim, amigo dos ingleses. E os ingleses queriam o sultão amigo, não o que não os curtia nem com molho de tomate - como todos sabemos, os ingleses em geral apreciam molho de tomate.
Fizeram birra, os ingleses, e lançaram um ultimato que terminava à 9h da manhã do dia 27 de Agosto (porque terminarão todos os ultimatos, pequenos e grandes, à 9h da manhã?). O sultão independente não ligou nenhuma à birra, mas pelo sim pelo não, não fosse o diabo tecê-las, convocou um exército civil e colocou-o a defender o porto.
Os ingleses chegaram, armados até aos dentes. Morreram 500 civis em Zanzibar. Um marinheiro inglês ficou ferido (tenho cá para mim que tropeçou numa corda e caiu no tombadilho, mas isso sou eu que tenho uma imaginação fértil).
E assim terminou a guerra mais curta do mundo - em 38 minutos se decidiu que uma ilha no oceano Índico pertencia a outro bando de insulares com tendência colonialista.
Já outros colonialistas, quase tão insulares, tinham reclamado a ilha em 1499 como ponto estratégico da Rota da Seda. Foram expulsos porque tiveram mais olhos que barriga - embrulha Vasco da Gama.

Moral da história: 38 minutos são suficientes para mudar o mundo.

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