30 de julho de 2012
Batem no meu peito dois corações.
Batem no meu peito dois corações. Um quieto, confiante. Outro descompassado, em desassossego. Um está aqui e agora. Outro salta a linha do tempo, atlético, passo largo entre o passado e o futuro. Um que sabe para onde vai, passo certo e seguro. Outro pára de repente, congelado no que vai ser. Um empurra. Outro quer. Um caminha. Outro tropeça. Um segura. Outro deixa (se) cair. Um dá. Outro esconde. Um abre. Outro recolhe pedacinhos, põe num saco e fecha-o bem. Um de porta aberta. Outro a sete chaves. Batem no meu peito dois corações.
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Dualidades! É interessante como se consegue colocar o coração em duas cadeiras diferentes e sentir que ele se modifica com os sentires das diferentes cadeiras...
ResponderEliminarMas no fundo todos somos assim, com pelo menos dois corações, como quem diz, com um par de dualidades dentro de si.
O ser humano está repleto delas! (as dualidades!)
Há quem diga que no meio está a virtude... mas isso depende de quem está à nossa frente, pois se uns merecem um coração... outros merecem o outro e a virtude é a escolha entre corações.