8 de março de 2010
Da comunicação.
Tudo comunica, tudo fala, tudo diz. Desde o início dos tempos, ainda meios trôpegos e curvados, comunicamos. É impossível não comunicar. Tudo em nós fala, mesmo quando não queremos dizer. Contam-se histórias. Umas mais simples, outras mais complexas. Histórias em rede, que se ligam umas às outras. Histórias em bonecos, gravadas à força em paredes. Histórias em vidas que se cruzam e descruzam, de onde todos nós nascemos. Histórias ditas, histórias caladas. Narradas. Criadas. Descritas. Inventadas. Ampliadas. Tudo tem histórias. E para mim, a comunicação não é mais do que o acto de contar uma história, de narrar um propósito, mundos, referências, nuances, detalhes, personagens. E esta convicção, clara como água, cresce em mim a cada dia que passa nesta profissão. O conteúdo sobrepõem-se e sobrepor-se-á sempre à estética. E confesso que acho que isto não é assim tão difícil de entender. É uma história simples.
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Essa é exactamente a noção mais elementar da teoria do zarolho (ou semiótica, para os intelectualóides). É impossível não comunicar... mesmo quando não se comunica. ;)
ResponderEliminarTu não falas assim do Watslavick, ninguém desfaz do senhor hein? Sim sim, a pessoa tem um fraquinho por semiótica... e pela impossibilidade da não-comunicação :-D
ResponderEliminarzarolho=semiótica :)
ResponderEliminarLonge de mim desfazer o senhor...
Achei que era uma referência ao facto de o senhor ser estrábico... :D
ResponderEliminarSe conseguiu ficar estrábico, é porque estudou afincadamente sobre o assunto :)
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