Mostrar mensagens com a etiqueta escrevo porque sim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escrevo porque sim. Mostrar todas as mensagens

28 de junho de 2010

Porque sim.

Hoje cheguei ao meu carro e estava coberto de flores roxas das árvores da minha rua. Fez-me pensar que há dias que começam de forma muito poética. Lá no fundo, tenho um lado poético-pastoril.

Hoje vi um pássaro grande carregar um pássaro mais pequeno, uma autêntica cena de caça em plena cidade. Fez-me pensar que dentro de cada espécie devia haver um código de honra: pássaros só deviam poder caçar ratos, gatos só deviam poder caçar cães, ursos só deviam poder caçar pumas, póneis só deviam poder caçar coelhos. Mas a vida não é assim, a vida é desarrumada e com poucas regras e códigos. Lá no fundo, tenho um lado existencialista.

Hoje almocei no restaurante de uns amigos e senti que, se eu quisesse, fariam um prato ou sobremesa especial, só para mim. Fez-me pensar que há dias que se tornam excepcionais só por causa de pequenos detalhes. Lá no fundo a única coisa que me seduz realmente são os pequenos detalhes.

Hoje vim do trabalho a guiar com música alta, a cantar a plenos pulmões, divertindo os condutores dos carros ao meu lado. Fez-me pensar que o que levamos de facto da vida é isso: divertir o mundo, divertirmo-nos com o mundo.

Hoje escrevi num e-mail para uma amiga as palavras "só porque sim". E continuo a acreditar piamente que, apesar das coisas intelectuais e estratégicas que me apaixonam na vida, "porque sim" continua a ser a melhor resposta do mundo. Por isso apeteceu-me vir aqui escrever, procrastinar o trabalho que tenho para fazer, só porque sim.

19 de janeiro de 2010

A ideia.

De uma conversa nasceu uma ideia. Vai daí que fiquei a conversar com ela, com a ideia. E o que a ideia me disse é que talvez fosse uma boa ideia ir atrás da ideia. Claro que mudei de ideias assim que percebi que a ideia não fazia ideia da ideia que ia ser. Mas logo a seguir mudei outra vez de ideias porque estava com a ideia de que a ideia talvez até nem fosse tão má ideia quanto isso. Idealmente, uma ideia é uma boa ideia e, caso não se mude de ideias muitas vezes, até é boa ideia ir atrás dela. Conversar com ela. Puxar por ela. Fazê-la ceder. Fazê-la ganhar. Fazê-la perder. Esticá-la até não aguentar mais. E eu sei que isto parece idealista e que talvez nem funcione. Mas só tentando é que sei. Se vai resultar? Não faço ideia.