7 de junho de 2011

Sonho estranho (ou o quão queimada estou)

Esta noite sonhei que estava apaixonada por um dinamarquês de barba. Chamava-se Tom e vivia no 3º andar de um prédio com varandas e escadas de incêndio verde-escuro. O Tom fazia bonecos maravilhosos. Conversámos imenso tempo sentados a uma mesa de madeira, daquelas que têm um tampo denso, cheio de riscos e sulcos do tempo. O Tom fazia umas torradas maravilhosas. Não sei que idade tinha, acho que não tinha idade, com rugas nos olhos e sorriso aberto. Tinha na sala um sofá enorme com muitas almofadas e um tapete gigante no chão, onde estava uma caixa de fruta envernizada com coisas para fazer bonecos, agulha e lã. Sentei-me no chão e fiz um boneco para dar ao Tom. Desci a escada do prédio para ir à rua buscar qualquer coisa para terminar o boneco. Quando voltei subi e desci a escada uma data vezes e já não encontrei a porta do Tom. Confirmei que o prédio era aquele. Tornei a subir e a descer. Ouvi vozes, nenhuma que reconhecesse, nem sequer a língua entendia. Sentei-me à porta do prédio com o boneco na mão e acordei do sonho. Lembro-me exactamente de como era o boneco que fiz. Vou fazê-lo de verdade.

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