30 de abril de 2011
Perguntas e respostas.
Nasci curiosa, cheia de perguntas. Cresci e apareci, apareceram algumas respostas: aprendidas, criadas, esquecidas, inventadas, seguras, hesitantes, meias, inteiras, verdades, mentiras. Continuo curiosa, cheia de perguntas. Além da curiosidade, nascem em mim perguntas que duvido alguma vez conseguir responder. Outras que gostava de ter a quem perguntar. Algumas têm até destinatários mas persistem ancoradas no fundo da garganta, num misto de vergonha, orgulho, dignidade, fúria e nervosismo pueril. Às vezes queria um oráculo. Ou então só um poço sem fundo para onde as pudesse atirar - às perguntas e, às vezes, às respostas - para ter onde as pôr sem pensar mais nisso. Ou então só um ouvido sincero, sem julgamento ou opinião, que me dissesse a verdade, mesmo a que não quero ouvir. E a derradeira pergunta que me faço é o que é que será mais importante neste ponto da viagem: a pergunta ou a resposta. Não tenho resposta.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário