12 de novembro de 2010

De coração cheio.

Há uma Lisboa escondida que me orgulha e enternece: esta noite no Saldanha vi centenas de sorrisos e acenos, gente na rua a celebrar. Agradeceu-se de peito aberto anos de carinho desinteressado que um homem deu à cidade, que me deu a mim e cada um de nós que por ali passou, apitou, acenou. Celebrou-se a vida daquele senhor, disse-se um adeus sentido, entre sorrisos honestos e cúmplices de gente que fala a mesma língua. Voltei para casa de coração cheio, a transbordar. Porque sei que, se ainda cá estivesse, o Senhor do Adeus teria sorrido, acenado e soprado um beijo a cada um de nós que por ali passou. Eu aceno de volta e digo num sorriso mudo: Obrigada João. Até sempre.

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